Talvez eu tenha algo para contar, um simples segredo, que eu te escondi por todo esse tempo. Talvez eu nem seja que você pensa, como você imagina. Éh, eu acredito que preciso me apresentar a você, então vamos começar tudo de novo.
- Oi?! Tudo bem?
- Oi. Sim, tudo.
- Eu sou... É... Sou...
Éhh, acho que eu não sei quem sou de verdade, o que gosto, quero e sonho. Acho que eu nunca fui isso que você pensa, quem você pensa.
Acho que não gosto de vinho, nem de romance. Nem de praia no fim de semana. Acho que eu sou tudo o que não queria ser. Uma lunática, talvez. Mentirosa? Sim, todos somos.
Você não merece tudo o que já te fiz, ou talvez mereça. Eu sei que me amas, ou já se acostumou a me dizer isso. E tudo o que eu tenho pra dizer, talvez seja pesado demais, complicado demais, dolorido demais, ou talvez nem te faça diferença.
Já andei por vários lugares, e conheci várias pessoas, algumas achei melhores que você, outras me encantaram, mas você tem um jeito único de ser, de me encantar, é por isso que aqui estou eu, me declarando da forma mais sem graça, e nada romântica. E se não quiser ficar, te deixarei partir, eu não posso te obrigar a ficar, ou a me amar.
A verdade sempre dói, e quem somos de verdade, sempre decepciona. Percebeu que tudo mudou? É a verdade que aos poucos se mostra, aparece, desaparece. Machuca, magoa. A verdade, a queda das máscaras, é a maior arma.