Partes do meu mundo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Todo amor

Todo amor que dou
Sinto.

Sinto dor.
Sinto medo.
Sinto amor.

Todo amor que sinto
Não dou.

Dou calor.
Dou atenção.
Não dou todo amor.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Eu te amo!



Ele disse: " Eu te amo!", e eu fiquei em silêncio.

Foi tão lindo e tão assustador. Aquele momento ficou marcado em minha memória, e eu, simplesmente não sabia o que dizer. Somente o abracei, como nunca havia feito antes, como nunca havia abraçado ninguém antes. Essa foi a minha maneira de responder, mas ele não entendeu.

Passados alguns dias ele veio com a sua observação, dizendo que eu não lhe havia respondido, coooomo assim? Eu respondi sim, em silêncio, mas não havia resposta mais sábia, resposta mais certa para aquele momento. Para mim pareceu uma espécie de cobrança, e eu não o julgo por isso, sempre esperamos algo em troca que para NÓS possua o mesmo valor ou maior, nunca menos.

Eu lhe disse então que sentia o mesmo, e se ele queria ouvir, eu lhe diria. E antes que eu dissesse qualquer coisa, ele me disse: "Só me diga se vier de dentro. Se for verdadeiro. Se quiser dizer." Então eu disse: "Eu te amo!".

Sim era o que eu sentia, mas eu tinha medo, eu tenho medo de me entregar, de deixar que saibam o que eu sinto, de que usem esses sentimentos e emoções contra mim. Sim, eu falei: " Eu te amo!", e repetiria novamente mil vezes, se fosse preciso, era o que eu sentia no momento.

Mas o tempo passou, passou-se anos. E aquele eu te amo, tornou-se uma obrigação, o tchau toda noite. Eu sempre tirei as palavras de dentro assim como ele me pediu. Em todas as vezes que eu disse, sim, era o que eu estava sentindo, sim, era o que eu queria dizer. Queria fazer com que ele lembrasse que eu o amo. Sim, amo muito.

Dizíamos eu te amo por mensagens, cartas e recadinhos. Ligávamos um para o outro só para relembrar. Dizíamos como bom dia. Falávamos juntos, sem perceber. Como uma espécie de conexão invisível.  Até que virou uma obrigação. Até que deixou de ser demonstração de afeto.

E então, ele, o mesmo que havia me cobrado, deixou de falar.

No início eu até pensei que fosse um lapso de memória, a correria do dia-a-dia, mas então virou constante. No meu desespero, eu sempre lhe dava indiretas, pedia para me amar também. Mas eu cansei. Cansei de pedir para me olhar, cansei de pedir para ME AMAR. Eu simplesmente cansei. Mas também me desesperei, como assim? A mesma pessoa que me cobrou, não me diz mais? Não manda mais torpedos? Não me escreve? Não me surpreende?

Mesmo que eu sentisse todo o amor do mundo, e mesmo que fosse o mais puro, mais ingenuo, mais forte, mais altruísta, não conseguiria sobreviver a isso.

E depois de cansada e desesperada, fui atrás de saber, tomei uma atitude. Bem que eu poderia ter ficado calada e quieta na minha. Me iludido, para simplesmente não chorar.

Lhe falei: " Você nem me diz mais me amar.".

Ele respondeu: " Uma vez li que só deveríamos dizer EU TE AMO, quando vem de dentro, quando é o que sentimos no momento.".

Eu perguntei: " Ahh! Então você não me ama mais?".

E ele já tinha uma resposta pronta, mas que não me convenceu: "Não se deve dizer de qualquer jeito.".

Ele poderia ter passado a noite inteira tentando explicar, mas ele já havia se declarado em suas palavras. O importante não é o eu te amo, e sim o que vem atribuído com isso. O valor disso. Várias outras frases e atitudes podem demonstrar o quão você gosta de alguém. Mas nem o mínimo ele me faz mais.

Antes de dormir, lhe mandei uma mensagem, que dizia mais ou menos assim: " É nas pequenas atitudes, palavras que são ditas, nos sem querer que as pessoas se mostram. Se houver pelo menos respeito, peço que me deixe, pois não posso viver com quem não sente amor."

Mas eu não recebi resposta.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Nós #2



Sim, eu cheguei a desistir, achar que jamais teríamos alguma chance. Eu me conformei, cheguei a esquecer dele, do que eu sentia. Talvez tenha sido o melhor para mim, mas só por aquele momento.

Tudo entre nós sempre foi tão transparente, sempre tão próximos e distantes. Cada um vivendo sua vida, conhecendo novas pessoas, experimentando novos sabores. Eu somente decidi viver, decidi esquecer.

Eu consigo lembrar, houve tantos momentos em que eu quis falar, mas eu nunca consegui. Na realidade, eu nunca soube expor meus sentimentos, sempre tive medo, sempre tive receio de ser magoada, de magoar, então eu sempre deixei acontecer, deixei me levar.

Sempre tive medo de tomar iniciativas. Eu não tomo iniciativas.

Digo que passou-se um tempo, na realidade, anos, e eu havia enterrado aquele sentimento, e esquecido, como se nunca houvesse acontecido, como se nunca houvesse sentido nada.

Mas a vida, sempre acaba com todas as minhas crenças, destrói tudo o que eu construo, faz com que eu faça o que eu mais detesto: VOLTE ATRÁS.

E então volta tudo, sem voltar. E então eu quero, mas não quero. E ele me confunde.

Cada diálogo era uma nova surpresa, um novo sentimento, uma nova emoção. Ele sempre me fazia entender, e desentender tudo. Não era nada claro, mas hoje eu vejo. Acho que ele sabia de tudo.

Adeus!

Outro dia, eu estava vendo aquele nosso álbum, todas aquelas fotos, e até cartas que você me escreveu. Tudo bem guardado, lembranças. Hoje, somente lembranças. E até me parecem fantasias.

Eu fui tão feliz ao lado teu, mas eu não sei, não te reconheço mais, não sei ao certo quem tu és, o que queres de mim.

Suas cartas me falavam de um futuro, de felicidade, de amor verdadeiro, e eu realmente acreditei em cada palavra, acreditei em cada promessa. Eu nunca pensei que chegaríamos ao fim.

Não há tempo para conversar. Ligar é obrigação. Há segredos. Não há surpresas.

Para que manter algo que já morreu?

Eu tô indo embora, fui. Eu sei que aqui não é mais o meu lugar.

Não somos mais nós. Somos dois. Dois separados.

Mas eu sentirei sua falta.

Gostava Tanto de Você (Tim Maia)

Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...
Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate..
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você..
Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...
E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

sábado, 22 de setembro de 2012

Saudades de você...



Oi? É tão estranho tentar falar com você depois de tanto tempo. Por onde você anda? Como você está?

Eu deveria sentir raiva, ódio de você, mas eu nem consigo, apesar de você ter ido embora sem me dar um tchau. Sem me avisar que ia embora. Não sei, mas talvez seja porque você foi o único que eu amei, que me fez sentir completa, maior, amada, importante, desejada. O único que me fez sentir mulher, o único com quem eu sonhei para toda a vida.

Mas eu realmente não entendo, por que você se foi? Se sempre me disse que eu era o que você queria? 

Tenho cada instante que passamos juntos gravados em minha memória. Os bons e os maus momentos. Aquele beijo, aquele eu te amo, aquele abraço, as lágrimas que você secou. Foi tudo tão lindo, tão mágico. Uma verdadeira sintonia entre nós. E por mais que eu não acredite em pessoas perfeitas uma para a outra, é como se você fosse. Sei que é contraditório, mas é isso que você sempre me fez. Derrubou todas as minhas crenças. Me fez acreditar em amor, e depois desfez todos os meus sonhos, construídos ao seu lado.

Sabe, depois que você se foi, apareceu alguém, que até parecia com você, mas esse alguém se mostrou completamente diferente. E por mais que eu te procure, pelo menos um pouco de você nele, bem, não encontro. Depois que você se foi, e eu nem sei ao certo quando, minha vida passou a ser uma eterna procura, busca por você.

Todo dia olho as nossas fotos, choro sempre antes de dormir, ou quando estou só. Soluço baixo. Eu até tenho vergonha de tudo isso. Me sinto só. E antes que me pergunte dos meus amigos, sim, tenho pessoas que eu adoro, que eu gosto muito, mas mesmo assim, mesmo tendo tantas boas companhias, me sinto só. As vezes é um só bom, outras, muito ruim.

Eu só queria saber por onde você anda. Mas já que não vai voltar, acho que vou desistir de tudo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Nós #1


Eu consegui descobrir nele, um cara legal, com quem eu posso conversar. Eu consegui descobrir entre nós tantas coisas em comum. E todas as noites, tudo o que eu procurava era a sua companhia.

Ele era o meu consolo, meu amigo, sempre se mostrou tão disposto, até que eu percebi, eu estava completamente apaixonada, eu não sabia ficar longe, tudo era motivo para que eu me aproximasse. E eu somente sonhava em estar cada vez mais próxima.

Eu queria muito estar cada vez mais perto dele, mas tinha medo de chegar e lhe dizer o que eu sentia. Dentro de mim, havia a necessidade de compartilhar meus sentimentos. Mas com quem?

E quando eu finalmente decidi expor tudo o que eu sentia, alguém se antecipou. Alguém que eu não poderia machucar, e mais pior, alguém que me fez abrir mão de cada sentimento bonito que eu sentia por ele.

Nunca podemos controlar nossos sentimentos, escolher de quem gostar, escolher com quem nosso coração quer viver o resto de seus dias. O amor é sempre uma surpresa, e mesmo querendo tanto a certas pessoas, a vida complica os encontros. Eu nunca pensei que um dia nos encontraríamos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Devaneios #10


Passou-se pouco mais de mês, mas ela estava ainda tão encantada. Se esbarravam por acaso, se abraçavam, e ele sempre lhe dava um beijo, na testa. Ela havia lido por aí, que o beijo na testa significava respeito, vontade de proteger, e então, pensava consigo, que mesmo que seus desejos não fossem os mesmos, ele sempre ficaria em sua memória, pois dos homens que conheceu em sua vida, foi o único que não lhe falou de sexo ou semelhantes, foi o único que se demonstrou um tanto desconcertado depois de um abraço, foi o único que ficou sem ação por ter ganho um simples chocolate, o único que beijou em sua testa, de um jeito único.

Depois desse tempo de amizade intensa, de tantas conversas, o mundo, a vida lhes deu mais uma rasteira. Ela mudou, a vida lhe fez uma proposta, ela aceitou. Foi para melhor, assim foi como ela quis acreditar. Depois de um tempo da mudança, ambos se encontraram, no corredor, como antigamente, por acaso. Sim, foi por acaso. E então ela lhe contou da novidade, ele pareceu tão feliz pela sua conquista. Ele então lhe falou que havia voltado, e ela prontamente respondeu que sabia. Se despediram.

Ela ficou muito feliz de ter lhe visto que não percebeu, mas não ficara mais tão nervosa. Que a batida de seu coração havia mudado.

O tempo passava, e ele dificilmente encontravam-se, mas ela sempre o observava, sempre via a sua chegada, cada passo seu. E num desses dias, percebeu que aquilo não passava de carinho, bem, recíproco pelo que havia passado ao lado dele até aquele momento. Decidiu assumir para si mesma que aquilo não passará de uma fase. Não viveu como realmente gostaria de ter vivido, mas naquele momento, havia encontrado a sua calma, o seu lugar, os seus sentimentos.

Ela descobriu que aquilo tudo não passará de devaneios, e que acabara de acordar do mais belo sonho de amor que poderia ter sonhado. E se um dia for amor, ela saberá como fazer.

Devaneios #9


Aqueles abraços, sim AQUELES abraços por um determinado tempo lhe extasiaram, mas passaram a ser pouco. Pouco para o que ela pensava sentir, pouco para aquela loucura toda que lhe invadira. E mesmo aparentemente a cada dia mais próximos, ela sentia que mesmo tão amigos, eram completamente distantes, e algo sempre lhe impulsionava cada vez mais para se aproximar. Mas a vida sempre trapaceia.

Todos sabiam que eram amigos, todos sabiam o quanto ele é doce. Eles falavam abertamente de sonhos, planos, desejos. Ele lhe falava de mudar de cidade, de filme de terror com os amigos, de chocolate com laranja. E se ela tentava se afastar, ou não pensar tanto, desistia ao conversar com ele, pois toda vez descobriam cada vez mais o quanto se pareciam, o quanto se davam bem.

Mas meses já haviam passado desde o primeiro contato, e a cada dia que se passava, ela se encantava mais, mas mesmo encantada e extasiada, sabia, tinha certeza que aquilo nunca poderia sair de seus sonhos.

Ela estava completamente encantada, pensava estar apaixonada. Sonhava com ele. Pensava nele do acordar até o deitar-se para dormir. E sempre ansiando pelo novo encontro. Até que um dia, ele decidiu por si só, e como numa surpresa, lhe beijou a testa. É pouco para algumas pessoas, mas para ela, foi interessante, bom e talvez desilusório. Pelo menos de alguma forma o afeto era respondido.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ainda?



" Você ainda me ama ou somente está habituado?", amor, enviar.

E foi aí que eu parei e percebi, é realmente isso que está nos acontecendo. Ainda nos amamos? Ou somente estamos habituados a ter alguém próximo? A ter um ao outro?

Eu me sinto obrigada não somente a te questionar, mas a me questionar, sim. Eu ainda te amo ou somente estou habituada a te ouvir todos os dias, receber mensagens, sair no domingo, assistir um futebol?

Ainda nos amamos, ou somos somente dois bobões achando desculpas parar permanecer juntos?

Mas eu não consigo achar uma resposta. E você não me responde.

#fragmentado



Quantas vezes mais terei que ameaçar, gritar, brigar, chorar, para que você me veja e perceba o que eu tanto quero e preciso? Quantas vezes mais terei que chamar a sua atenção para mim? Até que realmente cheguemos ao fim? Será que não é possível perceber que tudo o que mais quero e tento é fazer com que me perceba e com que a cada dia possamos ser mais felizes? Mas falo de felicidade de verdade. Falo de andar de mãos dadas, fazer um elogio, ou uma critica enriquecedora. Falo de filme com pipoca em casa, cantar juntos no karaokê, ou sentar na calçada de casa e ver os carros e pessoas subirem e descerem a rua. Quantas vezes mais terei que tentar recuperar o nosso relacionamento?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

#fragmentado



Escreva o quanto quiser, fale o que puder, grite o mais alto possível, ligue milhões de vezes até cansar. Não é isso que me fará mudar de ideia, que irá me fazer te ligar desesperada. Eu necessito que me prove, que realmente quer que eu fique, se o quiser, e que me peça para ficar. Mas mesmo que queira, nem isso você sabe fazer direito. Assim como nunca soube mentir, ou até ser romântico. Até um pouco mais delicado. Só um pouco doce.

#fragmentado



Cansei de ser idiota, apaixonada que vive rastejando, visando uma solução. Já apanhei o suficiente. Trabalharei para que não tenhamos mais vínculos. E não venha me dizer que se importa, ou que não era isso que queria. Se por acaso se importasse, teria me escutado, sentado e conversado. Na realidade, não teríamos chegado até aqui. Você fugiu. E me fez desistir.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Até logo



- Não atrapalhe, eu preciso ficar só por algum tempo.

- Mas você disse que jamais me deixaria.

- Eu só preciso ficar só. Com meus pensamentos. Não atrapalhe.

- Então é dessa forma?

- Não estou te dizendo adeus, mas um até logo. Eu preciso relembrar o que é te amar.


domingo, 6 de maio de 2012

Verdade, máscaras



Talvez eu tenha algo para contar, um simples segredo, que eu te escondi por todo esse tempo. Talvez eu nem seja que você pensa, como você imagina. Éh, eu acredito que preciso me apresentar a você, então vamos começar tudo de novo.

- Oi?! Tudo bem?

- Oi. Sim, tudo.

- Eu sou... É... Sou...

Éhh, acho que eu não sei quem sou de verdade, o que gosto, quero e sonho. Acho que eu nunca fui isso que você pensa, quem você pensa.

Acho que não gosto de vinho, nem de romance. Nem de praia no fim de semana. Acho que eu sou tudo o que não queria ser. Uma lunática, talvez. Mentirosa? Sim, todos somos.

Você não merece tudo o que já te fiz, ou talvez mereça. Eu sei que me amas, ou já se acostumou a me dizer isso. E tudo o que eu tenho pra dizer, talvez seja pesado demais, complicado demais, dolorido demais, ou talvez nem te faça diferença.

Já andei por vários lugares, e conheci várias pessoas, algumas achei melhores que você, outras me encantaram, mas você tem um jeito único de ser, de me encantar, é por isso que aqui estou eu, me declarando da forma mais sem graça, e nada romântica. E se não quiser ficar, te deixarei partir, eu não posso te obrigar a ficar, ou a me amar.

A verdade sempre dói, e quem somos de verdade, sempre decepciona. Percebeu que tudo mudou? É a verdade que aos poucos se mostra, aparece, desaparece. Machuca, magoa. A verdade, a queda das máscaras, é a maior arma.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Como conquistar



Eu lhe perguntei:

- O que uma pessoa faz quando quer conquistar outra? O que você fez pra me conquistar?

E me respondeu:

- Não sei o que dizer. O que responder. Não sei.

Foi então que eu percebi que ele nunca tentou me conquistar, e sim eu que me doei.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Não te quero mais

Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais...
(Assim caminha a humanidade, Lulu Santos)


Passei noites em claro, dias tristes, me afastando das pessoas, porque eu simplesmente precisava me dar conta de algo. Talvez tarde demais, talvez precipitado demais. Ou até confuso. Eu voltei de repente a ser quem eu fui e como fui antes de te conhecer. Olhos perdidos, pensamentos vagos, cabelos bagunçados, nada faz sentido. Motivos para escrever, e muito poucos sobre você.

Parece que em mim talvez esse tempo junto foi um período de latência, e eu já cheguei na fase final do meu desenvolvimento, e agora é a hora exata de eu escolher quem eu sou, o que eu quero. E eu poderia te dizer nesse exato momento que eu não te quero mais, e foi pra isso que eu comecei a escrever, mesmo que sem certeza do que sinto agora, mas eu não consigo te dizer, pois há algo que ainda me prende a você. Eu mesma.

E como se não bastasse eu acabando com minhas convicções, você me liga e diz: vamos sair?! Como se nada estivesse acontecendo, como se em nenhum momento estivemos mal. Acha que simplesmente vou esquecer tudo o que não tem me feito?

Acho que seria melhor te dizer, mas como eu nunca consigo, deixarei registradas minhas palavras: não te quero mais, mesmo sabendo que provavelmente eu nunca te diga.

Eu faço! Eu fiz!

E se eu puder fazer por ti
o que ninguém jamais fez por mim
eu faço. 
(Verdades do mundo, DRC)


Eu sempre apostei em um futuro nosso. Eu sempre acreditei que poderia fazer tudo para nos salvar. E toda vez que brigávamos, eu articulava os planos mais mirabolantes, somente tentando fazer com que continuássemos juntos.

Eu sempre fiz de tudo por você, o que ninguém jamais possa ter pensado em fazer. Eu planejei uma vida mesmo que sem o seu consentimento. Escolhi todas as datas e lugares. Escolhi as cores, as roupas, os sonhos. Os nomes, os transportes. Escolhi quem seriamos e o que teríamos. Mas você nunca pensou em sequer perceber todos os meus esforços. Mas você decidiu decidir, sonhar, escolher sem mim. Viver sem mim.

Durante todo esse tempo, eu pensei que poderia decidir por nós dois, e que você não poderia viver sem mim. Sempre me achei o suficiente para escolher o programa da sexta a noite, do sábado a tarde, do domingo inteiro. Você sempre me fez pensar que eram as minhas escolhas que nos moviam, e de repente me mostra que pode viver perfeitamente bem sem mim? Se eu soubesse que seria assim, teria me poupado, pensado só em mim.

De repente eu aprendo, ou de repente eu continue fazendo como você, fingido que nada tem acontecido nos últimos tempos. É uma forma de tentar no salvar? Eu realmente não sei responder. Mas, mais noites em claro, e horas no celular não no salvarão. Se ainda tiver solução.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Devaneios #8




Passou-se o final de semana, ela não o viu, nem teve notícias suas. Decidiu esperar, ver se a vida lhes proporcionaria um por acaso, e foi o que aconteceu, por acaso ela comprou chocolates, por acaso ele chegou atrasado, mas veio em sua direção. Falaram-se, sobre a mudança dele, e então como que por acaso ele lhe perguntou de seu presente de despedida, e então ela pegou e lhe entregou um dos chocolates, ele sorriu, ficou sem saber como responder, agir, então, lhe olhou nos olhos e abraçou, agradecendo.

Ela não soube como reagir, retribuiu o abraço e sorriu desconcertada, despediram-se, e por um pequeno longo instante, ela se sentiu extasiada, interessante e querida por ele.

Conforme os dias passaram, ela percebeu que não foi só um impulso dele, mas que ele realmente se interessava por ela, de alguma forma, mesmo que somente como amiga, e que ela lhe era queria, que não precisava se preocupar, ele de alguma forma sentia algo por ela.

Um simples chocolate lhes aproximou tanto, e aquele momento não saiu mais da sua mente, ela sempre que pensava nele, lembrava de seu abraço, e como se não bastasse UM abraço para lhe extasiar, ele passou a todo dia lhe abraçar, lhe lembrar de como lhe é querida.

Me dá um tempo!




Não tem ninguém, e se esse fosse o motivo, seria até menos dolorido.

O problema é que não conseguimos concordar, sempre esperamos demais um do outro, sempre julgamos.

O problema é que eu quero alguém que tenha tempo de pensar em mim, que mesmo sabendo que eu não vou atender, me ligue. Que acorde de madrugada, e tenha o atrevimento de ligar, e dizer que me ama, que me quer por perto, que entenda o meu choro, que faça planos pra sempre, mesmo que sejam só planos, que converse comigo, que saiba de tudo sobre mim, que faça de um guardanapo amassado e manchado, com um eu te amo escrito, mesmo com garranchos, a mais bela carta de amor, nem precisa ser um poema. E você nunca percebeu que eu só queria isso.

É por isso que eu quero um tempo.

Devaneios #7




Todo dia um encontro, um novo diálogo. A cada dia que se passava surgiam novos assuntos, novas situações que os aproximava. Cada dia, cada vez mais.

Até que em um por acaso, ela descobriu que talvez a sua felicidade pudesse ser abalada, desestruturada. Era algo esperado, mas  mesmo percebendo que o tempo passava, ela não queria acreditar que a hora da despedida se aproximava.

Não era uma despedida de: Até nunca mais!, mas uma despedida de: Não vamos mais sentar ao lado do outro, “por acaso”.

Para outros não seria uma despedida tão dura, era só alguns poucos metros de distância, alguns passos, 3 poucos minutos, e pronto, próximos novamente, como se nada nunca os tivesse separado, mas ela se angustiava.

Passou a tentar criar por acasos, e por acasos, já que mudanças estavam ocorrendo em seu mundo, lugares sendo mudados. Ela sempre senta em um lugar para que quando ele chegasse pudesse vê-la, e aproximar-se, nem que fosse para um oi, e ele durante os últimos dias de sua estadia naquele local, soube corresponder as expectativas dela, e sentou-se próximo, conversaram sobre tudo, ninguém os impedia, era como se eles fugissem da realidade.

Antes de ir embora ele falou:

- Eu não ganho nenhum presente? Chocolate? Chiclete?

- Pode deixar comigo – ela respondeu.

- A noite pego com você.

Mas ele não apareceu.

Ele sabe



Acredito que Deus é perfeito, e sabe exatamente quando cada momento deve acontecer.

Não adianta chorar por um plano que não deu certo, um objetivo que não foi atingido, amor que não foi vivido, chuva que não caiu.

Deus te prepara, ajuda a levantar, te guia, te ensina. Sabe exatamente o que pode ser bom ou ruim. Te dá a oportunidade de tentar, para que então você possa se aperfeiçoar. Deus te capacita. E não adianta relutar. 

Tudo acontece quando Ele permite.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Devaneios #6



Que triste foi para ela ver que não poderia cumprir a promessa que lhe fez. Mas o êxtase daquela nova relação era maior, ela sabia, havia convencido-se que aquilo não poderia abalar a estrutura daquele novo relacionamento.

A cada dia que se passava, aproximavam-se mais, descobriam mais um do outro. Apelidos, cidades, trabalho, faculdades, mudanças. Ela encantava-se cada dia mais por ele.

Educado, doce, lindo, era assim que o via. E não se via como uma cega apaixonada. Afirma que percebeu seus dentes tortos. Adorava devanear nas lembranças diárias.

Continuava a provocar os por acasos da vida. O que seria deles sem todos os por acasos?

Foi em um por acaso que ela se encantou, e foi por seus por acasos que ele se aproximou. Por mais que suas intenções não fossem as mesmas, foi tudo, ou quase tudo obra do “acaso”.

E como todo início de relacionamento, mesmo a pouca distância momentânea não retirava seus sorrisos, “ois” calorosos, “boas tardes” animadas, “tchaus” com sorrisos sofridos.

Foi então que ela se deu conta, que mesmo que não quisesse, seria impossível não se encantar por alguém tão doce, tão real. E por mais que fosse uma máscara, uma farsa, e mesmo que se desse conta. Nada no mundo mudaria todo aquele emaranhado de sentimentos.

domingo, 8 de abril de 2012

Soneto do teu corpo - Leoni



Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso

sábado, 7 de abril de 2012

Devaneios #5

Ela não conseguia pensar em mais nada,não conseguia acreditar que aquele era o desejo dele, proximidade dela, e que sua companhia lhe era agradável. Sua felicidade era tanta e tão grande que não lhe cabia no peito, e ninguém era capaz de lhe tirar aquilo. Ninguém poderia lhe tirar aquela alegria.

Na mente dela, passavam-se cenas, de todas as suas tentativas de aproximação. E como o plano afobado, foi tão bem articulado, e como o diálogo desajeitado, foi tão bem dito. Ela não conseguia se convencer que havia ultrapassado uma barreira, conquistado mais um objetivo.

E então para tirar o seu sono, a vida promoveu mais um por acaso, de verdade. E ao vê-lo, mesmo que ocorresse quase todos os dias e noites, naquele momento foi único e especial.

Sem saber o que fazer e o que dizer, ao vê-lo iniciou um diálogo sem nexo, que ele soube direcionar. E após 3 longos e rápidos minutos, ele encerrou a noite:

"- Senta lá amanhã. - pediu ele.
-Sento sim. - respondeu ela."

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Deixa eu sentir

- Você estava chorando?
- Não. É sono e dor de cabeça.


E por que toda vez eu tenho que dar a resposta mais esfarrapada e mentirosa do mundo?


"- Tava chorando sim, e daí?

Ahhh, deixa eu ser eu. Deixa eu sentir.

Devaneios #4


E foi, depois de sonhar com ele, depois de provar seus possíveis beijos, sentir sua pele aveludada. Ela decidiu, iria tomar uma iniciativa, mudar toda a situação, aproximar-se dele, mesmo que lhes fosse perigoso, e pudesse desestabilizar suas vidas. Ela decidiu que não mais deixaria seus sonhos e desejos de lado, por medo de magoar ou machucar alguém.

Como ponta pé inicial, ela decidiu ultrapassar o "oi", deixar de lado o medo e restrições causadas pelas escolhas anteriores. Ela planejou um encontro, e não consegue se convencer de que ninguém tenha percebido. Era tudo armação, planejamento, os tantos por acaso que lhes aconteciam. Ela nunca conseguiu se convencer de que ele e mais ninguém percebeu.

Armou a situação, e quando ele se aproximou, levou um susto. Um novo encontro por acaso, o mais longo até o momento. E então ela confirmou, seu plano havia dado certo. Naquele momento percebeu seu diálogo não era mais feito de "ois" e "tudo bens".

Ela fez de tudo para chamar toda a sua atenção, passaram horas próximos, conversaram, diminuíram a distancia, um coro cantava em sua cabeça, vozes lhe diziam que perguntasse isso ou aquilo para ele.

Ahhh, nunca esqueceu daquele momento único. Queria ter ficado ali por toda a vida.

Ela percebeu que parte de seu plano havia dado certo, e quando estava em completo êxtase, havia chegado sua hora, todos temos horários, tinha que ir embora. Por um momento pensou que seu esforço havia sido perdido. E ele olhou e falou:

"- Senta aqui amanhã. Pra gente conversar."

sábado, 31 de março de 2012

SN

Virei estrategista, já posso trabalhar para o serviço nacional de inteligência. Já posso, tudo culpa sua.

Eu tive que me desdobrar, criar milhões de estratégias para reacender um amor. O qual não tinha mais solução.

Praias, cinemas, shows, parques, passeios, saídas sem destino. Mas nada que conseguisse reacender, reviver aquele amor.

Tão lindo, lembro do início, de quando podíamos passar por cima de qualquer problema, fazíamos planos, e tudo era programa de casal.

Cansei de armar planos para conseguir algo que não mais existe.

"A gente se deu tão bem, que o tempo sentiu inveja..."

O tempo passou, e por mais que não tenha trazido de volta o nosso amor, me fez descobrir uma profissão.

Eu sou estrategista, posso trabalhar para o serviço nacional de inteligência.

Devaneios #3

Ela não conseguia esconder, era sempre a mesma coisa, todo dia na mesma hora, no mesmo lugar, passava por ele, fingia que não via, e no retorno olhava como se fosse por acaso, e ele estava aguardando a sua volta, sorriam um para o outro, e ela toda vez sentia como se fosse a primeira vez, como se fosse um olhar apaixonado.

Se ele sabia suas intenções, ninguém podia afirmar, e se alguém sabia de suas intenções, ela sempre afirmou que não. Em sua mente era óbvio, lógico todo esse por acaso, mas ela nunca soube se desconfiaram.

Tudo aquilo gritava dentro dela, tudo aquilo a deixava inquieta. Acordava, dormia, cantava, comia, sorria, estudava, pensando nele, aguardando por ele.

Eram sentimentos antagônicos, queriam que ficassem próximos e distantes, uma confusão de sentimentos, dentro da sua mente e coração. A vida havia lhes aproximado, ligando-os de diversas formas, tornando impossível um possível amor, relacionamento. E da mesma forma que os aproximava, os separava, os tornando intocáveis.

Mesmo que não fosse amor, era algo que não dava mais espaço para outra pessoa, para outros pensamentos ou sentimentos. E todo esse desejo invadiu seus sonhos, e como se fosse real, ela o sentiu mais perto do que um dia pensou.

Era tudo tão real que ela não pensou que só poderia estar sonhando, e não soube aproveitar aquele momento único, tão escondido e tão exposto, tão natural e tão surreal.

Ela nunca esqueceu seus beijos, ficou se perguntando se realmente era daquela forma. Foi o sonho mais real da sua vida, e lhe fez tomar decisões.

sábado, 24 de março de 2012

Lucy, saudades que você deixou

Não são só pessoas que fazem a diferença ou falta, não são só humanos que possuem sentimentos ou os causam. Há seres extraordinários, pequenos, e tão doces, que causam alegria, satisfação. E quando se vão, uma tristeza imensurável, uma saudade dolorida.
Toda partida dói, pessoas vem e vão, animais também. Mas eu não me acostumo, eu não consigo aceitar.
Lucy, chegou de forma inesperada, mas foi acolhida, aceita e amada, por todos. As primeiras noites, choros sem fim, que não me deixaram dormir por dias. Foi tão rápido para eu me acostumar, para amar. Todas as manhãs e noites, pernas arranhadas, só por que queria um pouco de atenção.
Que mês mais lindo, mais especial.
Lucy, minha bebê mais bebê, de quem eu tanto adorei cuidar. Quem me conquistou com o seu olhar assustado, o jeitinho de pedir pra subir na cama.
São esses pequenos seres, cheios de amor, felicidade, que fazem a diferença na vida, que tornam momentos inesquecíveis, que tornam tristeza em um sorriso. E quem em um momento de tristeza nunca foi até o quintal dar aquele abraço em seu cão hiperativo?
Tão sábios que não ligam para cor, tamanho, dinheiro. Querem carinho, dão amor. Só querem ser cuidados, e são tão cuidadosos, sempre sabem quando você precisa de um carinho, um abraço, ou ficar em silêncio.
Lucy, fará muita falta.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mulheres

Mulheres, mulheres.

Sim, é para as mulheres que escrevo.

Porque que muitas de nós enchemos a cara de "argamassa", um pouco de tinta nos olhos, um salto, e levantamos o nariz? Esquecendo que a humildade, e muitas vezes a inocência aparente é tão mais bonita de ser vista, e observada?

Por que nos tornamos rivais por marcas de roupa, sandálias, e até mesmo homens que somente servem para saciar os desejos momentâneos? E que em nada nos acrescentam?

MULHERES, somos lindas, vencedoras, guerreiras.

Por que deixamo-nos levar por ambições e desejos que não nos fazem crescer como seres intelectuais? A sociedade é realmente mais importante do que somos de verdade?

Por que algumas de nós acham que ser atraente é ser vulgar? É tão mais belo ser simples, e provocante, ao invés de exibida.

MULHERES, por que não nos unimos?

MULHERES, MULHERES.

Nós somos ESSENCIAIS para a vida de todos os homens, e acabamos por esquecer de nosso valor.

Parabéns para todas as guerreiras, MULHERES.

Ser feliz

Crianças é que sabem o que é felicidade, crianças tem o dom de ser feliz.


"Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.

O anel que tu me destes,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou."

terça-feira, 13 de março de 2012

Danger!

E nós pensávamos que era uma questão de amor, mas não, não era. Era só sabor, aventura. Era isso que estava faltando, para que tudo pudesse ser renovado.

Era o gosto do perigo, medo de ser descoberto, era disso que precisávamos.

É nesses momentos que o desejo é despertado.

Lembro que em minha mente piscava um letreiro luminoso que dizia: "Danger! Danger!" Curioso, mas ao mesmo tempo que sentia a tensão do momento, era um êxtase, uma felicidade. Um momento pra ser lembrado a vida inteira.

"Danger! Danger!" Como era bom pensar assim.

"Danger! Danger!" Foi único. Sim, era disso que precisávamos.

"Danger! Danger!" Eu precisava ir, mas eu queria ficar.

"Danger! Danger!" A mente gritava, o corpo ignorava.

"Danger! Danger!"  Me deixa ir.

"Danger! Danger!" Eu quero ficar.

"Danger... Danger..." Era hora.

"Danger... Dan..." Tá na hora.

"Danger..." Tenho que voltar a vida.

"Dan..." Acordamos, fomos embora dali. Com uma satisfação estampada no rosto. Sabor de vitória, de aventura completa.

sábado, 10 de março de 2012

Devaneios #2

Uma pequena alteração no dia a dia. Os mais belos sorrisos, "ois" ditos de forma tão feliz. Um desejo que começa a se instaurar, a tomar forma, a criar asas.

Ela precisa de alguém que lhe dê atenção, ele não sabe, mas somente o seu "oi" diário, por convenção, amizade, atenção, seguindo de seu belo sorriso, e expressões faciais que demonstram uma felicidade verdadeira, correspondem ao seu desejo.

Diariamente ela o aguarda ansiosamente, no mesmo local, só para o ver, e responder ao seu cumprimento. Sabe seus horários, passa pelo corredor quando ele estará lá, só para o ver sorrir.

Ela passou a viver para ganhar o seu sorriso, a viver para o ver.

Ela gosta de ser lembrada, ela sente-se querida por ele. Ele não sabe o quanto é importante em sua vida, o quanto o seu "oi" é terapêutico para ela, o quanto pode mudar o seu humor e dia. E ela só queria dizer isso, somente responder ao seu "oi" da sua forma.

Menina mulher menina

Sandálias de plástico. Vestidinho. Lacinho no cabelo amarrado. Boneca. E estava pronta, preparada para dar a volta ao mundo. Mas o tempo passou.

All stars. Calça jeans e camiseta. Cabelos livres, ao vento. Mochila. Música. E o mundo ao alcance de seus ouvidos, ao alcance de sua compreensão. O tempo sempre passa.

Salto alto. Vestido decotado. Cabelos arrumados, cortados, penteados e pintados. O mundo dentro de sua bolsa. Livros e jornais. O mundo debaixo de seus pés, ao alcance de seus olhos e mãos.

O tempo passou e as coisas mudaram. Ela cresceu e passou de menina a mulher, mas não foi evolução, esqueceu que pode ser mulher menina.

Não tem tempo para sorrir, ou se divertir. Só pensa em beleza e dinheiro, esqueceu que precisa de felicidade.

Quando ela está triste, não sabe a que ou quem recorrer, não sabe dize quem são seus reais amigos. Não sabe o que sente, não lembra do que gosta, do que almejava de verdade.

Ela desistiu de tentar, de nada dar certo. Ninguém foi ideal ou preencheu aquele vazio. Ninguém nunca foi suficiente para ela, nunca soube mostrar o quão ela era especial.

Ela desistiu de tentar ser alguém. Desistiu de todos os sonhos, que não são sonhos. Deitou e dormiu profundamente, e não percebeu que sua salvação, estava no fundo de seu armário, a sua arma para  dar a volta ao mundo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Reacordando


Toda vez que eu quase esqueço, adormeço um pensamento, sentimento, sempre tem quem ou o que reapareça para avivar o que eu já havia esquecido, como um despertador.

E como que quase automaticamente, eu canto comigo: "Logo agora que eu quase esqueci, que eu me acostumei."

Toda vez tem quem ou que reacenda o fogo de uma paixão, o desejo por algo.

Há encontros e desencontros, que a vida proporciona, para reacordar do sono todos os desejos que mais repudiamos, ou que por algum motivo, reprimimos.

REACORDAR, talvez não seja bom. Não no meu caso, não para mim. Deixa dormir, deixa fingir que esqueci. Deixa que eu esqueça, que eu preciso esquecer.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Devaneios #1

- Oi?!
- Oi.
- Tudo bem?
- Sim? Sim! - sorrindo desconcertada.

E foi como tudo começou, um pequeno diálogo, diário, dos "ois", "tudo bens" e "tchaus" que a vida proporciona. As mentiras e verdades que cada um escolheu para a sua vida tão curta.

Talvez o início de um relacionamento temporário, ou amizade para a vida inteira, ou de um desejo reprimido e proibido, pelas escolhas feitas antes desse encontro, e que determinariam o que seria do inesperado encontro.

Porém, logo após os "ois", surgem sorrisos que vão além, que dizem "que bom ver você", "ahh, como estou feliz em te ver, em você fazer parte da minha vida".

Logo depois dos "ois" se criam as armadilhas, os encantamentos, os buracos sem fundos. Logo após os "ois" se descobre quem permanecerá em seus sonhos e lembranças, maliciosas e doces.

Um ciclo de:
" - Oi?!
- Oi.
- Tudo bem?
- Sim, tudo muito bem.'
que se instaura, que acaba tornando-se vicioso mas que não é vivido e aceito, ou conhecido por ambas as partes, de comum acordo.

Talvez ele só disse "oi", mas ela escutou mais, entendeu mais, quis mais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ó lhar.

Esses olhos, esse olhar, esse sorriso, eu sei que conheço de algum lugar, só não consigo lembrar.
Que encantador, me faz viajar, mas de onde eu lembro de ti? De onde? Dos meus sonhos? De onde?
É um emaranhado de sonhos, vontades, desejos. Até de pessoas. Me confunde.
De onde eu te conheço? Eu preciso lembrar. De onde? Me diz. De onde?
Ahhh, me bateu uma vontade de te falar. Não, não posso. Preciso primeiro descobrir, de onde te conheço.
Algum dia eu te vi, passaste por mim. Onde foi? Ou foi uma foto que vi?
...
Ahha, descobri. Te conheço, dos braços de um outro alguém, que te faz feliz, talvez de um jeito que eu jamais possa fazer. Éhh, doeu em mim descobrir, preferia continuar perguntando e fantasiando contigo. Com teu olhar.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Escolhidos

Independente da forma que eu te chame, é com amor. Independente das dificuldades, eu sempre estou aqui.
Não vou dizer que te escolhi pra ser o homem da minha vida, e nem você me escolheu. Amor não se escolhe, ele chegou e nos escolheu.