Que triste foi para ela ver que não poderia cumprir a
promessa que lhe fez. Mas o êxtase daquela nova relação era maior, ela sabia,
havia convencido-se que aquilo não poderia abalar a estrutura daquele novo
relacionamento.
A cada dia que se passava, aproximavam-se mais, descobriam
mais um do outro. Apelidos, cidades, trabalho, faculdades, mudanças. Ela
encantava-se cada dia mais por ele.
Educado, doce, lindo, era assim que o via. E não se via como
uma cega apaixonada. Afirma que percebeu seus dentes tortos. Adorava devanear
nas lembranças diárias.
Continuava a provocar os por acasos da vida. O que seria
deles sem todos os por acasos?
Foi em um por acaso que ela se encantou, e foi por seus por
acasos que ele se aproximou. Por mais que suas intenções não fossem as mesmas,
foi tudo, ou quase tudo obra do “acaso”.
E como todo início de relacionamento, mesmo a pouca
distância momentânea não retirava seus sorrisos, “ois” calorosos, “boas tardes”
animadas, “tchaus” com sorrisos sofridos.
Foi então que ela se deu conta, que mesmo que não quisesse,
seria impossível não se encantar por alguém tão doce, tão real. E por mais que
fosse uma máscara, uma farsa, e mesmo que se desse conta. Nada no mundo mudaria
todo aquele emaranhado de sentimentos.

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