Todo dia um encontro, um novo diálogo. A cada dia que se
passava surgiam novos assuntos, novas situações que os aproximava. Cada dia,
cada vez mais.
Até que em um por acaso, ela descobriu que talvez a sua
felicidade pudesse ser abalada, desestruturada. Era algo esperado, mas mesmo percebendo que o tempo passava, ela não
queria acreditar que a hora da despedida se aproximava.
Não era uma despedida de: Até nunca mais!, mas uma despedida
de: Não vamos mais sentar ao lado do outro, “por acaso”.
Para outros não seria uma despedida tão dura, era só alguns
poucos metros de distância, alguns passos, 3 poucos minutos, e pronto, próximos
novamente, como se nada nunca os tivesse separado, mas ela se angustiava.
Passou a tentar criar por acasos, e por acasos, já que
mudanças estavam ocorrendo em seu mundo, lugares sendo mudados. Ela sempre
senta em um lugar para que quando ele chegasse pudesse vê-la, e aproximar-se,
nem que fosse para um oi, e ele durante os últimos dias de sua estadia naquele
local, soube corresponder as expectativas dela, e sentou-se próximo,
conversaram sobre tudo, ninguém os impedia, era como se eles fugissem da realidade.
Antes de ir embora ele falou:
- Eu não ganho nenhum presente? Chocolate? Chiclete?
- Pode deixar comigo – ela respondeu.
- A noite pego com você.
Mas ele não apareceu.
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