Partes do meu mundo

sábado, 31 de março de 2012

SN

Virei estrategista, já posso trabalhar para o serviço nacional de inteligência. Já posso, tudo culpa sua.

Eu tive que me desdobrar, criar milhões de estratégias para reacender um amor. O qual não tinha mais solução.

Praias, cinemas, shows, parques, passeios, saídas sem destino. Mas nada que conseguisse reacender, reviver aquele amor.

Tão lindo, lembro do início, de quando podíamos passar por cima de qualquer problema, fazíamos planos, e tudo era programa de casal.

Cansei de armar planos para conseguir algo que não mais existe.

"A gente se deu tão bem, que o tempo sentiu inveja..."

O tempo passou, e por mais que não tenha trazido de volta o nosso amor, me fez descobrir uma profissão.

Eu sou estrategista, posso trabalhar para o serviço nacional de inteligência.

Devaneios #3

Ela não conseguia esconder, era sempre a mesma coisa, todo dia na mesma hora, no mesmo lugar, passava por ele, fingia que não via, e no retorno olhava como se fosse por acaso, e ele estava aguardando a sua volta, sorriam um para o outro, e ela toda vez sentia como se fosse a primeira vez, como se fosse um olhar apaixonado.

Se ele sabia suas intenções, ninguém podia afirmar, e se alguém sabia de suas intenções, ela sempre afirmou que não. Em sua mente era óbvio, lógico todo esse por acaso, mas ela nunca soube se desconfiaram.

Tudo aquilo gritava dentro dela, tudo aquilo a deixava inquieta. Acordava, dormia, cantava, comia, sorria, estudava, pensando nele, aguardando por ele.

Eram sentimentos antagônicos, queriam que ficassem próximos e distantes, uma confusão de sentimentos, dentro da sua mente e coração. A vida havia lhes aproximado, ligando-os de diversas formas, tornando impossível um possível amor, relacionamento. E da mesma forma que os aproximava, os separava, os tornando intocáveis.

Mesmo que não fosse amor, era algo que não dava mais espaço para outra pessoa, para outros pensamentos ou sentimentos. E todo esse desejo invadiu seus sonhos, e como se fosse real, ela o sentiu mais perto do que um dia pensou.

Era tudo tão real que ela não pensou que só poderia estar sonhando, e não soube aproveitar aquele momento único, tão escondido e tão exposto, tão natural e tão surreal.

Ela nunca esqueceu seus beijos, ficou se perguntando se realmente era daquela forma. Foi o sonho mais real da sua vida, e lhe fez tomar decisões.

sábado, 24 de março de 2012

Lucy, saudades que você deixou

Não são só pessoas que fazem a diferença ou falta, não são só humanos que possuem sentimentos ou os causam. Há seres extraordinários, pequenos, e tão doces, que causam alegria, satisfação. E quando se vão, uma tristeza imensurável, uma saudade dolorida.
Toda partida dói, pessoas vem e vão, animais também. Mas eu não me acostumo, eu não consigo aceitar.
Lucy, chegou de forma inesperada, mas foi acolhida, aceita e amada, por todos. As primeiras noites, choros sem fim, que não me deixaram dormir por dias. Foi tão rápido para eu me acostumar, para amar. Todas as manhãs e noites, pernas arranhadas, só por que queria um pouco de atenção.
Que mês mais lindo, mais especial.
Lucy, minha bebê mais bebê, de quem eu tanto adorei cuidar. Quem me conquistou com o seu olhar assustado, o jeitinho de pedir pra subir na cama.
São esses pequenos seres, cheios de amor, felicidade, que fazem a diferença na vida, que tornam momentos inesquecíveis, que tornam tristeza em um sorriso. E quem em um momento de tristeza nunca foi até o quintal dar aquele abraço em seu cão hiperativo?
Tão sábios que não ligam para cor, tamanho, dinheiro. Querem carinho, dão amor. Só querem ser cuidados, e são tão cuidadosos, sempre sabem quando você precisa de um carinho, um abraço, ou ficar em silêncio.
Lucy, fará muita falta.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mulheres

Mulheres, mulheres.

Sim, é para as mulheres que escrevo.

Porque que muitas de nós enchemos a cara de "argamassa", um pouco de tinta nos olhos, um salto, e levantamos o nariz? Esquecendo que a humildade, e muitas vezes a inocência aparente é tão mais bonita de ser vista, e observada?

Por que nos tornamos rivais por marcas de roupa, sandálias, e até mesmo homens que somente servem para saciar os desejos momentâneos? E que em nada nos acrescentam?

MULHERES, somos lindas, vencedoras, guerreiras.

Por que deixamo-nos levar por ambições e desejos que não nos fazem crescer como seres intelectuais? A sociedade é realmente mais importante do que somos de verdade?

Por que algumas de nós acham que ser atraente é ser vulgar? É tão mais belo ser simples, e provocante, ao invés de exibida.

MULHERES, por que não nos unimos?

MULHERES, MULHERES.

Nós somos ESSENCIAIS para a vida de todos os homens, e acabamos por esquecer de nosso valor.

Parabéns para todas as guerreiras, MULHERES.

Ser feliz

Crianças é que sabem o que é felicidade, crianças tem o dom de ser feliz.


"Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.

O anel que tu me destes,
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou."

terça-feira, 13 de março de 2012

Danger!

E nós pensávamos que era uma questão de amor, mas não, não era. Era só sabor, aventura. Era isso que estava faltando, para que tudo pudesse ser renovado.

Era o gosto do perigo, medo de ser descoberto, era disso que precisávamos.

É nesses momentos que o desejo é despertado.

Lembro que em minha mente piscava um letreiro luminoso que dizia: "Danger! Danger!" Curioso, mas ao mesmo tempo que sentia a tensão do momento, era um êxtase, uma felicidade. Um momento pra ser lembrado a vida inteira.

"Danger! Danger!" Como era bom pensar assim.

"Danger! Danger!" Foi único. Sim, era disso que precisávamos.

"Danger! Danger!" Eu precisava ir, mas eu queria ficar.

"Danger! Danger!" A mente gritava, o corpo ignorava.

"Danger! Danger!"  Me deixa ir.

"Danger! Danger!" Eu quero ficar.

"Danger... Danger..." Era hora.

"Danger... Dan..." Tá na hora.

"Danger..." Tenho que voltar a vida.

"Dan..." Acordamos, fomos embora dali. Com uma satisfação estampada no rosto. Sabor de vitória, de aventura completa.

sábado, 10 de março de 2012

Devaneios #2

Uma pequena alteração no dia a dia. Os mais belos sorrisos, "ois" ditos de forma tão feliz. Um desejo que começa a se instaurar, a tomar forma, a criar asas.

Ela precisa de alguém que lhe dê atenção, ele não sabe, mas somente o seu "oi" diário, por convenção, amizade, atenção, seguindo de seu belo sorriso, e expressões faciais que demonstram uma felicidade verdadeira, correspondem ao seu desejo.

Diariamente ela o aguarda ansiosamente, no mesmo local, só para o ver, e responder ao seu cumprimento. Sabe seus horários, passa pelo corredor quando ele estará lá, só para o ver sorrir.

Ela passou a viver para ganhar o seu sorriso, a viver para o ver.

Ela gosta de ser lembrada, ela sente-se querida por ele. Ele não sabe o quanto é importante em sua vida, o quanto o seu "oi" é terapêutico para ela, o quanto pode mudar o seu humor e dia. E ela só queria dizer isso, somente responder ao seu "oi" da sua forma.

Menina mulher menina

Sandálias de plástico. Vestidinho. Lacinho no cabelo amarrado. Boneca. E estava pronta, preparada para dar a volta ao mundo. Mas o tempo passou.

All stars. Calça jeans e camiseta. Cabelos livres, ao vento. Mochila. Música. E o mundo ao alcance de seus ouvidos, ao alcance de sua compreensão. O tempo sempre passa.

Salto alto. Vestido decotado. Cabelos arrumados, cortados, penteados e pintados. O mundo dentro de sua bolsa. Livros e jornais. O mundo debaixo de seus pés, ao alcance de seus olhos e mãos.

O tempo passou e as coisas mudaram. Ela cresceu e passou de menina a mulher, mas não foi evolução, esqueceu que pode ser mulher menina.

Não tem tempo para sorrir, ou se divertir. Só pensa em beleza e dinheiro, esqueceu que precisa de felicidade.

Quando ela está triste, não sabe a que ou quem recorrer, não sabe dize quem são seus reais amigos. Não sabe o que sente, não lembra do que gosta, do que almejava de verdade.

Ela desistiu de tentar, de nada dar certo. Ninguém foi ideal ou preencheu aquele vazio. Ninguém nunca foi suficiente para ela, nunca soube mostrar o quão ela era especial.

Ela desistiu de tentar ser alguém. Desistiu de todos os sonhos, que não são sonhos. Deitou e dormiu profundamente, e não percebeu que sua salvação, estava no fundo de seu armário, a sua arma para  dar a volta ao mundo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Reacordando


Toda vez que eu quase esqueço, adormeço um pensamento, sentimento, sempre tem quem ou o que reapareça para avivar o que eu já havia esquecido, como um despertador.

E como que quase automaticamente, eu canto comigo: "Logo agora que eu quase esqueci, que eu me acostumei."

Toda vez tem quem ou que reacenda o fogo de uma paixão, o desejo por algo.

Há encontros e desencontros, que a vida proporciona, para reacordar do sono todos os desejos que mais repudiamos, ou que por algum motivo, reprimimos.

REACORDAR, talvez não seja bom. Não no meu caso, não para mim. Deixa dormir, deixa fingir que esqueci. Deixa que eu esqueça, que eu preciso esquecer.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Devaneios #1

- Oi?!
- Oi.
- Tudo bem?
- Sim? Sim! - sorrindo desconcertada.

E foi como tudo começou, um pequeno diálogo, diário, dos "ois", "tudo bens" e "tchaus" que a vida proporciona. As mentiras e verdades que cada um escolheu para a sua vida tão curta.

Talvez o início de um relacionamento temporário, ou amizade para a vida inteira, ou de um desejo reprimido e proibido, pelas escolhas feitas antes desse encontro, e que determinariam o que seria do inesperado encontro.

Porém, logo após os "ois", surgem sorrisos que vão além, que dizem "que bom ver você", "ahh, como estou feliz em te ver, em você fazer parte da minha vida".

Logo depois dos "ois" se criam as armadilhas, os encantamentos, os buracos sem fundos. Logo após os "ois" se descobre quem permanecerá em seus sonhos e lembranças, maliciosas e doces.

Um ciclo de:
" - Oi?!
- Oi.
- Tudo bem?
- Sim, tudo muito bem.'
que se instaura, que acaba tornando-se vicioso mas que não é vivido e aceito, ou conhecido por ambas as partes, de comum acordo.

Talvez ele só disse "oi", mas ela escutou mais, entendeu mais, quis mais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ó lhar.

Esses olhos, esse olhar, esse sorriso, eu sei que conheço de algum lugar, só não consigo lembrar.
Que encantador, me faz viajar, mas de onde eu lembro de ti? De onde? Dos meus sonhos? De onde?
É um emaranhado de sonhos, vontades, desejos. Até de pessoas. Me confunde.
De onde eu te conheço? Eu preciso lembrar. De onde? Me diz. De onde?
Ahhh, me bateu uma vontade de te falar. Não, não posso. Preciso primeiro descobrir, de onde te conheço.
Algum dia eu te vi, passaste por mim. Onde foi? Ou foi uma foto que vi?
...
Ahha, descobri. Te conheço, dos braços de um outro alguém, que te faz feliz, talvez de um jeito que eu jamais possa fazer. Éhh, doeu em mim descobrir, preferia continuar perguntando e fantasiando contigo. Com teu olhar.