Passou-se pouco mais de mês, mas ela estava ainda tão encantada. Se esbarravam por acaso, se abraçavam, e ele sempre lhe dava um beijo, na testa. Ela havia lido por aí, que o beijo na testa significava respeito, vontade de proteger, e então, pensava consigo, que mesmo que seus desejos não fossem os mesmos, ele sempre ficaria em sua memória, pois dos homens que conheceu em sua vida, foi o único que não lhe falou de sexo ou semelhantes, foi o único que se demonstrou um tanto desconcertado depois de um abraço, foi o único que ficou sem ação por ter ganho um simples chocolate, o único que beijou em sua testa, de um jeito único.
Depois desse tempo de amizade intensa, de tantas conversas, o mundo, a vida lhes deu mais uma rasteira. Ela mudou, a vida lhe fez uma proposta, ela aceitou. Foi para melhor, assim foi como ela quis acreditar. Depois de um tempo da mudança, ambos se encontraram, no corredor, como antigamente, por acaso. Sim, foi por acaso. E então ela lhe contou da novidade, ele pareceu tão feliz pela sua conquista. Ele então lhe falou que havia voltado, e ela prontamente respondeu que sabia. Se despediram.
Ela ficou muito feliz de ter lhe visto que não percebeu, mas não ficara mais tão nervosa. Que a batida de seu coração havia mudado.
O tempo passava, e ele dificilmente encontravam-se, mas ela sempre o observava, sempre via a sua chegada, cada passo seu. E num desses dias, percebeu que aquilo não passava de carinho, bem, recíproco pelo que havia passado ao lado dele até aquele momento. Decidiu assumir para si mesma que aquilo não passará de uma fase. Não viveu como realmente gostaria de ter vivido, mas naquele momento, havia encontrado a sua calma, o seu lugar, os seus sentimentos.
Ela descobriu que aquilo tudo não passará de devaneios, e que acabara de acordar do mais belo sonho de amor que poderia ter sonhado. E se um dia for amor, ela saberá como fazer.

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